25.1.10

Little White Bones

Little White Bones from Mafalda Maia on Vimeo.


Vejam este. É sobre souvenirs.
ttt

CCStop 16 Outubro

CCStop promo video from Mafalda Maia on Vimeo.

10.12.09

(Dispositivos Visuais) Mapa Stop

9.12.09

(Dispositivos Visuais) Exercício Stop

(Este post foi editado no dia 30 de Janeiro, Sábado. Todas as alterações estão escritas a cinzento.)


.Enquadramento

As salas de ensaio do STOP têm os vidros tapados e isolamento de som. E porque estão sobretudo viradas para dentro, quem anda por fora ouve os sons que escapam para os corredores, mas não consegue ver quem faz a música. Não havendo no exterior identidade associada às bandas, perdem-se pontos de referência visuais e os percursos passam a ser orientados sobretudo pelo som.

O centro comercial torna-se então numa espécie de Torre de Babel, ao longo da qual se vão ouvindo linguagens musicais diferentes.

.Objectivos

Associar peças musicais a uma localização geográfica relativa através de um mapa simplificado numa espiral ascendente.
Disponibilizar documentação interactiva (em actualização constante) que pode permitir análises posteriores dos sons que lá se criam (por exemplo, se a proximidade das salas de ensaio influencia linguagens musicais e se cada andar tem um microclima musical).
Permitir aos "habitantes" do Stop divulgar a sua música online num espaço que, por reunir e expôr peças musicais, partiria para a formação de uma identidade colectiva não projectada ou forçada, não invasiva, não uniforme; pelo contrário, seria uma identidade corporativa promotora de heterogeneidade. Portanto, uma identidade colectiva que se constrói a si mesma pela uma reunião das peças sonoras (e exposição da sua sintonia ou dos seus contrastes). Não se pretende que a espiral seja uma representação visual de um grupo, mas sim um aparato funcional de navegação sonora do CCStop. Obviamente que para isso é necessário que a espiral exista visualmente, mas mais despida quanto possível de qualquer adereço que possa criar ideias pré-concebidas dos conteúdos que expõe. Conseguir, portanto, que as músicas tenham reconhecimento exterior como provenientes do CCStop, por associações mútuas e de contágio, e sem outro elemento na construção dessa "imagem sonora" que não o próprio som.
É uma metáfora à experiência cega que é percorrer o CCStop, já que a audição é o sentido dominante. Não pretende ser uma visita real ao CCStop; surge mais como uma hipérbole da experiência em que o percurso é orientado pelo som. Quer-se distinguir o som por subtracção da imagem, mas ao mesmo tempo sem privar o utilizador de abrir os olhos e obter mais informação sobre a música, já que há possibilidade de redireccionar para outras páginas da banda, com mais conteúdos.
Interessa também porque, no aspecto da exposição da música, ao contrário de um directório, permite um primeiro contacto mais puro com as músicas, sem que haja conhecimento prévio da banda que está a tocar e do penteado que tem. Além disso, não separa as músicas que se criaram juntas: as canções tocam-se e às vezes sobrepõem-se mesmo!

.Conteúdos

Rádio online cuja barra de escala de frequências é uma espiral ascendente (como representação simples da planta do CCStop) em que os anéis são associados aos andares (ex: o segundo anel da espiral corresponde ao segundo andar do Stop). Um ponto (ponteiro de frequências) correria o "mapa", podendo ficar entre estações e emitir misturas da música abafada, como acontece nos corredores do Stop, ou sintonizar numa estação para ouvir música com clareza. Nesse ponto, com um clique, seriam apresentados ícones que ligariam a mais informação sobre a banda.

.Concretização

A cada banda seria atribuída uma estação de rádio, que transmitiria peças musicais depositadas na plataforma da Joana Sobral e da Mafalda Nobre. A aplicação teria ligações aos locais onde as músicas estão depositadas e, num segundo plano, a outros sítios com mais informação, sendo portanto mais um expositor e organizador de informação do que um depositório.


.Comentário da Paula Gaspar

"Acho a tua proposta bastante interessante, talvez vá de encontro áquilo que de facto os músicos do Stop pretendem, no que diz respeito á divulgação do próprio trabalho.

A questão dos "sons que se ouvem nos corredores" e uma possível organização através dos mesmos, parece-me viável, uma vez que foi assim que fui descobrindo as bandas e as salas de ensaio no evento do dia 16, seguir os sons de uma forma intuitiva..

Também me agrada a ideia que transmites quando falas na "formação de uma identidade colectiva não projectada ou forçada, não invasiva, não uniforme", vai de encontro áquilo que penso relativamente à forma como se deve abordar e intervir naquele local."